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Não havia vozes, só havia o som da água; o céu estava num azul inexplicável… havia pequena nuvens feito algodão paradas no céu,as árvores pareciam estar mais verdes… eu fechava meus olhos tentando não pensar em nada, minha mente viajava por lugares que antes havia até receio de deixar meus pensamentos chegarem perto; me sentia mais viva mais revigorada… reconhecia o meus medos, o medo de perder meu equilíbrio, as minhas metas, medo do meu anseio doentio pela felicidade, tudo se esvaía, eu me sentia cada vez mais leve; estava eu ali cada vez mais perto dos meu sentimentos mais profundos que eu mesma tinha medo de tocá-los… aqueles sentimentos que a ferida ainda não havia fechado. Não que eles sangrassem, mas tenho que admitir que ainda doíam, ainda machucavam… mas naquele momento sabia que era hora de organizar tudo o que havia em mim, tudo que estava virado de cabeça para o ar, e eu tinha deixado da forma que estava,como se fosse uma criança que quebrou algo e coloca no lugar pensando que ninguém nunca iria perceber, mas sempre viria alguém que iria encostar e tudo cairia no chão… aquele momento fez com que eu me sentisse melhor sobre algumas coisas, sobre outras até que não mudaram muito, mas pelo menos fiz o que tinha de ser feito… Fiquei ali " arrumando a bagunça " por um bom tempo… e quando tive de ir, me sentia melhor… e que agora estava "preparada " para viver… para ser feliz!

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"Ainda bem que sempre existe outro dia. E outros sonhos. E outros risos. E outras pessoas. E outras coisas." Clarice L.