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E lá estava ela, com seu doentio desejo de ser feliz,
de ouvir a voz suave, e esvaziar os medos e anceios de seu coração...
Havia medo, havia vontade de viver, e de ver quem não deixava seus pensamentos...
Havia raiva, revolta, amor!
Sinceramente nem ela mesma sabia o que havia...
Sua alma gritava coisas na qual ela não queria ouvir...
e ela se perguntava o que era aquele frio,
e o porque as lembranças a invadiam...
uma vontade de se jogar de olhos fechados, pra sentir o vento a adrenalina...
pra sentir o amor, a vontade de gritar de sorrir... de chorar...
Mas por quê o medo ? Pra quê medo ?
Medo de ser feliz?
Não... não era só isso... ela pensava no futuro...
Nas feridas que poderiam ser causadas...
Ela pensava, pensava...
E hoje ela percebe que não adianta pensar,repensar...
é preciso deixar acontecer,
deixar aquela sensação do vento, do frio na barriga, do coração na garganta...
dos pés saindo do chão, no jeito emue as melodias mudam,
fazendo com que a gente escutasse cada nota da música...
percebendoo que cada uma quer dizer... sentindo as inúmeras sensações... se alegria, felicidade... sem querer pensar no que iria acontecer...
deixando as luzes iluminarem a alma onde só havia escuridão...
prestar atenção no céu, na lua, na estrela, no vento...
em cada particula de ar que entrasse em nosso corpo...
de cada detalhe...
apenas vivendo...
viver...
viver...
e isso que iria fazer... somente viver...!!!

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"Ainda bem que sempre existe outro dia. E outros sonhos. E outros risos. E outras pessoas. E outras coisas." Clarice L.