28.7.10

A arte da surpresa. Por: Cassi Tamandaré

Era apenas mais uma sombra em volta, mais uma voz ao fundo, mais sorrisos incômodos...
Talvez eu só não conseguisse entender e por isso ficava afastado, apenas pensando e pensando; Mas enquanto eu pensava, ela fazia... Ela se impôs, mostrou que sabia usar a voz para mostrar o que ela era, e o que era... Era alguém que mesmo sorrindo, mesmo estando tão longe de qualquer contato com o cara estranho, se sentia incomodada, talvez fosse da natureza dela fazer as pessoas sorrirem junto dela... Dias e dias, mais sorrisos e mais silencio, e como o mundo é um lugar engraçado... No dia em que eu mais estava vazio de qualquer coisa que chegasse perto da palavra “Felicidade”, ela veio em mim, com aquele olhar agressivo e um tom de voz levemente irritado com a minha presença... E então eu pensei: “Depois de tudo que eu passei... é isso que eu recebo no final? Uma garota que sequer sabe o sentido do sorriso que carrega, querendo julgar minha expressão inerte?!” Naquela hora, eu estava completamente morto por dentro (prova disso: eu em uma aula de espanhol as 08h40min da manhã de sexta), eu até cheguei a pensar que ela estava esperando um dia, em que eu estivesse de “guarda aberta” para poder me confrontar, ainda que sem motivo claro para isso... Dias e dias, noites e noites passaram, palavras foram ditas, palavras foram guardadas, e de repente nos vemos como antigos amigos, entendendo pensamentos ditos em gestos simples, vendo que os olhos já falavam mais do que nossas bocas, e mesmo que tudo parecesse tão superficial, alguma coisa era real e não estava só subentendido como tudo, aquele carinho que ela parecia ter para dar e vender, e o meu, que sempre escolhi a dedo a quem dar... Estávamos Sorrindo juntos, estávamos chorando junto (por dentro, é claro, não nos permitiríamos mostrar tristeza um ao outro). Passaram dias e noites, ficamos próximos, chegamos a pensar em dias ensolarados... E até teve um dia, onde chegamos a acreditar que nada era impossível para a gente, que chegamos até aquele ponto sem nunca fraquear, mas o mundo é um lugar engraçado, as coisas mudam (outras não); Mas o que importa, é que assim como em uma “Montanha Russa”, subimos lentamente com certa ansiedade, lá no topo, aquele frio na barriga, na primeira queda, aquele medo que te faz gritar, e depois novamente uma subida, e volta o sorriso no rosto, e na próxima queda, já não nos assustamos mais, apenas aceitamos, uma hora esse sobe e desce acaba, e no final, estaremos sorrindo, e quando saímos e logo pensamos “vamos outra vez” é porque no final, com tantos altos e baixos, teremos sempre alguém ao lado, para sorrir e para gritar...
Se flores de plástico não vivem, a lembrança do que foi perfeito, não morre.
O que tiramos disso tudo... Emoções, emoções... O que nos foi deixado, o que mais importa, a amizade.


#A amizade. Aí está um dos que me ajudou a levantar quando eu mais precisava e nem mesmo ele sabia (ou talvez soubesse, ele sempre sabe de tudo rs);Pois bem. Rsolvi colocar esse post aqui porque foi muito especial pra mim, e sei que em um dos momentos em que ele "mudar" de humor de novo talvez ele acabe com seus textos salvos em sites de internet. Porém esse não. Esse é especial. Esse foi pra mim. Esse é MEU! rs
Obrigada por me salvar... em alguns dos meus dias sombrios.

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