14.7.10

Lhe faltavam palavras.


E tentava inutilmente expressar com palavras o que se passava dentro de si.
Tentativa nula, vã.
Era como se as palavras estivessem engasgadas em sua garganta;
Ela sabia que não eram coisas tristes... dessa vez ela estava feliz, estranho a dificuldade de se expressar quando as coisas vão tão"bem";
Ela queria falar sobre o vento cortante que batia em sua ele enquanto esperava por horas e horas. O que ela esperava? Nem ela mesma conseguia dizer, nem ela mesma podia se explicar...
Já não conseguia mais escrever com tanta vontade, com tanta verdade, com tantos detalhes.
Ela tentava, escolhia as palavras a dedo, mas era como se elas não fizessem mais sentido. Era como se tudo que deveria ser escrito já tivesse sido. Mas ao mesmo tempo ela sabia que não.
Ela sabia que era ali, num dos seus momentos sombrios nos quais ela já tinha passado que ela iria se esvaziar, se revoltar, gritar ou apenas sussurrar, o que precisaria ser dito.
Mas acho que agora, por um tempo, ela deveria ficar em silêncio, sem falar coisas inúteis e vazias.

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