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Uma história qualquer,


Ele chegou e me olhou com um olhar intenso e indecifrável. Devolvi o olhar com tamanha intensidade.
-Você vai mesmo?
-Vou ter que ir.
-Quando?
- Depois de amanhã.- ele olhava pro lado, com aquele mesmo jeito inconfundível de virar o pescoço.
- Vou sentir sua falta. -disse eu olhando para o chão.
Ele voltou o seu olhar para mim.
- Eu sei. E também vou.
Me deu um beijo mas tão, mas tão apertado no meu rosto, que meus olhos se fecharam automaticamente. Me envolveu com seus braços, e me deu um abraço diferente de todos os outros, mais apertado que todos os outros. Uma voz chamou pelo nome dele.
Ele disse ao pé do meu ouvido como num sussurro "Preciso ir."
Eu relutante o soltei.
Ele olhou pra trás me olhou nos olhos.
-Eu vou dar um jeito de te encontrar de novo.
-Eu sei, eu sei.
Dei um pequeno sorriso, dei as costas e fui embora.
Não lutei. Não gritei. Não fiz nada. Apenas deixei ele ir.

Comentários

  1. às vezes fazemos coisas que podemos não entender....
    "Dei um pequeno sorriso, dei as costas e fui embora.
    Não lutei. Não gritei. Não fiz nada."

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  2. *--------------*
    Jesus que lindo
    *-------------------*
    morri
    *------------------------*

    ResponderExcluir
  3. adoorei seus textos !
    seguindo *----*



    http://textossemfim.bogspot.com

    ResponderExcluir
  4. Gostei do texto.
    As vezes a vida não é justa conosco e temos que viver mesmo longe de quem amamos :S

    Belo texto e belo blog.Passei a seguir.

    Visita/segue meu blog?

    www.rimasdopreto.blogspot.com

    Bjos otima semana

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"Ainda bem que sempre existe outro dia. E outros sonhos. E outros risos. E outras pessoas. E outras coisas." Clarice L.