9.10.10

me solta, fingi que nunca esqueci ♫♪


Aquela mania de escrever coisas repetidas não saía de forma alguma. Falando dos mesmos erros, mesmos sentimentos, mesmos caminhos... o mesmo de sempre. Eu poderia chegar e mudar tudo, falar de alguém que não existe, de uma forma em que ninguém me invadisse. Mas não. Isso nunca iria dar certo. Quero me esvaziar, me derramar, escrever das minhas tristezas sim, mas minhas alegrias sim, mesmo que todos leiam, que ninguém leia. Vou escrever, desejos, medos, passado, futuro, tudo. Escreverei de coração, corpo, alma e sentimento. São tantas as coisas que quero passar. São tantas decisões.
São tantas as coisas que que eu queria, mas as coisas não são assim, nada é assim. É quase impossível as coisas acontecerem como queremos. Quando sua mente fica gritando pra você se decidir, decidir por algo que quer, quando seus pelos se arreia, seu corpo treme por completo, por coisas simples. Um sorriso, um abraço, uma palavra, um imagem, um som, o tempo, qualquer coisa... qualquer coisa pode fazer isso com você. Aquele seu pequeno ponto fraco. Mas existe algo que vem e te trava, aquela baixa voz... dizendo "não faça isso", "você vai se machucar", "você vai machucar alguém", "não vale a pena"... ela vêm no auge, quando você menos espera, quando você não quer escutá-la. Ela veio. E eu a escuto.
Mas não aqui, aqui não quero. Aqui quero me esvaziar, pelo menos aqui, pelo menos dentro de mim, pelo menos nas minhas palavras vazias.

"vendo as certezas mais insistentes

vendo as mentiras mais convincentes
um pouco beijo de despedida
e chegada na estação

não sei se quero ver ,vender ou vendar"

Jay vaquer.

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