9.3.12

Dia 61


Estava relativamente escuros, embora alguns raios entrassem pela janela. e ninguém poderia vê-la. Havia somente o som do ventilador e dos seus pensamentos embaralhados. Ela tentava se fixar em algo, mas tudo se misturava. Ela não conseguia fazer com que nada saísse. Nem lágrimas e nem palavras. Ficava só ali, inerte escutando os gritos sufocados dentro de si. Ela precisava tanto, mas tanto de algo que a fizesse descansar um pouco. O desespero em certas ocasiões a fazia gritar, chorar e calar. Outras parecia que nem existia, como se tudo estivesse no lugar. A única coisa que sempre estava ali, era aquela dor forte, aguda, como pontadas em sua alma, e o desejo incessante de uma mudança, e de alcançar objetivos. Eram tantas as sensações que em alguns momentos parecia que ela não sentia nada, como se ela nem estivesse ali. Naquele momento ela fechava os olhos e cada vez mais entrava em seus próprios pensamentos... confusos, cansados, distantes. O som dos gritos se silenciavam aos poucos, e a dor diminuía.... até que adormeceu.

Um comentário:

  1. Olá!
    Sentimentos que fazem a alma muitas vezes ficar cansada.
    Já passei por isso,
    Grande abraço
    se cuida

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