26.5.14

Não sinto nada.

Parei de escrever sobre mim mesma no ingênuo pensamento de que não seria mais necessário. Pensando eu que não precisava me esvaziar do que me atormentava, explodi. Saí de mim da forma prejudicial me levando a ver que ninguém consegue aguentar tudo sozinho.

Eu olhei pras coisas que aconteciam ao meu redor e percebi que em tudo, há esforço. Em tudo devemos mostrar o quão bom podemos ser, devemos mostrar a nós mesmos que somos capazes.

Eu queria por um instante poder dar o melhor de mim e me sentir satisfeita com o que eu estou fazendo. Eu me sinto uma inútil estatalada, em frente a um computador ou um papel em branco. Eu queria querer me esforçar. Será que é possível isso? Será que é possível dar o máximo de si usando apenas nos forças nulas?  Penso que não. E outras sim. E no fim não chego a nenhuma conclusão que mude o meu estado congelado. Não sinto nem a brisa. Nem o tempo. Sinto medo. E sinto nada.

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